quarta-feira, 27 de julho de 2016

O tratado de Hudaybiyyah


O "profeta" que queria ser Messias.

Maomé decidiu ir para Medina, cidade povoada por muitos Judeus e que na época era um grande centro de comércio da Arábia. A sua motivação era pregar a sua religião e se eles aceitassem, isso lhe daria condições para voltar para Mecca e ser aceite pelo seu povo.

Para conseguir a atenção e aceitação dos Judeus Maomé incluiu na sua religião muitas coisas da Bíblia dos hebreus. Por isso vemos várias semelhanças entre o Judaísmo e o Islamismo. Por exemplo: Judeus não comem porco, Muçulmanos não comem porco; os Judeus oram várias vezes ao dia, ss Muçulmanos oram várias vezes ao dia; os Judeus jejuam no Yon Kippur”, os muçulmanos jejuam no “Ramadan”.

É também por isso que se encontram boas referências ao “Povo da Bíblia” no início do Corão pois Maomé falava coisas boas aos Judeus, o Povo da Bíblia. Mas ele tinha ido a Medina conquistar os Judeus e dizia-lhes que os seus ensinamentos eram similares aos da Bíblia, mas quando eles o rejeitara e se recusaram a reconhecê-lo como o Último Profeta, O Messias, ele voltou-se contra eles e começou a assassiná-los, iniciando também uma campanha para os expulsar.

Foi nessa ocasião que o Islão deixou de ser um movimento espiritual dos primeiros 12 anos da sua existência e se tornou um movimento político apresentado como religião.

Judeus e Cristãos tornaram-se “Dhimmi” (cidadãos de segunda classe) e só não seriam assassinados se pagassem a “Jizya” (taxa de protecção). Tinham portanto que escolher entre converter-se ao Islão ou pagar a taxa de protecção (Jizya) vivendo como Dhimi numa nação islâmica.

Os cristãos não podiam tocar os sinos e os Judeus não podiam tocar o “Shofar” (trombeta de chifre). Cristãos e Judeus não podiam orar em público, não podiam construir igrejas ou templos, e a forma em que pagavam a “Jizya” era uma cerimónia muçulmana. Eram agrupados no centro da cidade, onde ficavam ajoelhados e entregavam os bens ao “Mullah”, que os recebia como pagamento pela “protecção”. Em muitos lugares Judeus e Cristãos recebiam colares como comprovativo do pagamento da sua protecção. Os Judeus eram também considerados “nejis” pelo Islão. Neji é urina, lixo, cão, sujidade. Cristãos e Judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe,

O Islão continuou a crescer e conforme mais se expandia mais gente se tornava cidadão de segunda classe. Judeus e cristãos tinham de usar roupas que os identificavam. Uma estrela amarela era dada aos Judeus, que muitos pensam ser invenção dos nazis mas foi de facto uma invenção dos muçulmanos no século IX, no Iraque, pelo Califa “Al-Mutawakkil Al-Iraq”. A estrela amarela servia para identificar Judeus quando estes caminhassem pelas ruas.

Por os Judeus serem considerados “nejis”, se um muçulmano vinha pelo mesmo lado da rua o Judeu teria que ir para o outro lado para que o muçulmano não fosse maculado pela sujidade do Judeu. Os homens cristãos recebiam o “zunnar” (cinto), que muitos usam presentemente. Essa também foi uma invenção dos muçulmanos para os cristãos.

O Islão continuou a crescer e fez o seu caminho até Jerusalém. Conquistaram a cidade e os cristãos deixaram também aí de poder tocar os sinos na Cidade Santa.

Em 1090, em Roma, o Papa disse aos Cristãos: “Como podem ficar aí parados e deixar os seus irmãos sofrendo na Terra Santa? Temos que ir lá para libertar os cristãos! Temos que ir lá ajudar os cristãos!” Essa foi a razão porque as Cruzadas foram lançadas.

Os Cruzados não foram iniciados porque alguém acordou de manhã e decidiu ir lá para converter ou decapitar um bando de muçulmanos! As Cruzadas foram lançadas para libertar Jerusalém e só conseguiram manter a cidade livre por cerca de 100 anos porque “Salah ad-Din ibn Ayyub” (Saladino) reconquistou-a e ficou de novo sob o domínio muçulmano até 1967, quando Israel a libertou na Guerra dos Seis Dias, onde agora Cristãos, Judeus e Muçulmanos podem rezar sob o mesmo céu.

O Tratado de Hudaybiyyah.

Hudaybiyyah é o princípio islâmico sobre a guerra e como enganar os seus inimigos quando tiver que assinar tratados de paz com eles. É baseado no princípio de Maomé quando atacava as caravanas de Meca e já estava a viver em Medina.

Maomé atacava as caravanas também com o propósito de roubar bens e dinheiro para distribuir pelos seus seguidores e assim conseguir reforçar ainda mais o recrutamento de mais discípulos. Era um meio de ganhar a vida sem ter que trabalhar. Ele também atacava as caravanas ara enfraquecer Mecca pois um dia percebeu que não poderia derrotá-los.

Então, na cidade de Hadaybiyyah assinou um tratado de paz de 10 anos com Mecca. Um tratado paz em como não os atacaria e não declararia guerra a Mecca. Maomé usou o tratado e durante dois anos reforçou o seu exército mas de repente atacou Mecca quando eles menos esperavam, pois eles pensavam que ele honraria o tratado que assinou. A cidade foi derrotada em menos de 24 horas porque não esperavam ser atacados. Isso ficou estabelecido como um princípio de guerra para o islão.

Para vos dar um exemplo de como isso ainda é praticado, tudo o que é assinado com o Irão não significa nada para eles. Aqui vai um bom exemplo do uso desse princípio nos tempo modernos: Yasser Arafat, assinou o acordo de Oslo cm Israel em 1993. Lembram-se daqueles apertos de mão na Casa Branca? Arafat usou o acordo de Oslo com Israel para receber terras dos Judeus. Israel teve que financiar os seus militares e armar a sua polícia. Arafat quebrou o acordo oito anos depois (nem esperou 10 anos) e declarou a segunda revolta em 2.000 causando uma imensa confusão.

Ele usou o tratado para enganar e obter vantagens sobre os seus inimigos. A imprensa Jordana e Egípcia, ao noticiarem o acordo de Arafat com Israel registaram estas perguntas: “Como você pode assinar um tratado de paz com o demónio”? “Como você pode assinar um acordo de paz com Israel”? Arafat respondeu: “Lembrem-se de Hudaybiyyah”.

Era tudo o que precisava de dizer. Todo o mundo muçulmano sabia o que queria dizer.

Nós, todo o ocidente e os Judeus ficaram sem entender o que Hudaybiyyah queria dizer. E este é o tipo de dissimulação com que lidamos.

Adaptado de:
https://www.facebook.com/LeiIslamicaEmAcao/videos/1475899995769694/

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